Todos os dias em várias escolas alguém, eventualmente, poderá precisar de cuidados médicos.
Como tal, o nosso grupo realizou um inquérito à comunidade escolar de maneira a recolher informações acerca das condições que a nossa escola possui em situação de emergência. O número total de inquiridos foi 79, dos quais: 20 funcionários, 19 professores de áreas diversas, 8 professores de educação física, 26 alunos dos 11.º e 12.º anos e os 6 professores da turma 12.ºA. As respostas aos questionários foram dadas com base na experiência dos inquiridos, tanto dentro da escola, como no meio extra-escolar.














De acordo com os gráficos, entende-se que a maior parte da comunidade escolar se deparou com alguém que precisasse de assistência médica. As situações mais frequentes com que os inquiridos se depararam são: vítima inconsciente, embriaguez e osso fracturado. Para além destas, os membros da comunidade escolar enfrentaram outros tipos de problemas, tais como: diabetes, inicio de trombose, epilepsia, acidentes de viação, sintomas de enfarte do miocárdio, mal-estar, pânico de afogamento, entorses e desmaios. Dos inquiridos que nunca se depararam com situações em que fosse preciso agir em caso de emergência, a grande maioria gostaria de frequentar uma formação sobre socorrismo e/ou Suporte Básico de Vida.
Dentro dos conhecimentos acerca da finalidade dos primeiros socorros e função do socorrista, a nossa comunidade escolar está informada, como se pode verificar nos gráficos dos inquéritos realizados.
Segundo as recomendações de organismos internacionais, ao ajudar uma vítima inconsciente deve-se pedir ajuda e chamar o 112 e, de acordo com os gráficos, grande parte dos inquiridos sabe como proceder.
Segundo os inquéritos e, posteriormente, através da análise do tratamento de dados conclui-se que tanto os professores, como os funcionários e alunos entendem o significado da sigla INEM e sabe o número nacional de emergência, no entanto nem todos sabem para onde se encaminha essa chamada, nem o que significa a sigla SBV.
Perante uma possível situação de emergência onde estão pessoas envolvidas deve-se manter a calma e segurança bem como avaliar a situação e, os nossos inquiridos conhecem este procedimento.
Perante uma pessoa caída no chão deve-se avaliar o espaço à volta e ver se se pode abordar a pessoa. Contudo, a nossa comunidade escolar, segundo os inquéritos, não agiria desta forma. No caso de essa pessoa não responder, dever-se -ia gritar por ajuda e verificar se respira. Ainda assim a grande maioria dos inquiridos não sabe como proceder.
Assim sendo, perante esta análise, achamos que é pertinente e justificável a realização de uma palestra teórica e prática, na presença de um enfermeiro credenciado do INEM. Deste modo, contribuiremos, a nosso ver, para melhor as capacidades/qualificações dos membros da nossa comunidade escolar a este nível, além de que este conhecimento é essencial para a vida em sociedade.