segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia 1 de Abril vai ser assim...

Sexta feira da próxima semana, dia 1 de Abril vamos ter um dia bem preenchido. O enfermeiro Pedro Contreiras vem finalmente à escola durante o dia. Infelizmente restringimos as actividades a turmas e a membros da comunidade escolar seleccionados por nós. A parte da manhã vai ser direccionada a alunos e a da tarde a funcionários e professores. Vejam o programa:

Gabinete de Prestação de Primeiros Socorros

Em relação ao desenvolvimento do gabinete, temos andado a ir todas as semanas retirar "tralhas" do S.A.S.E.
Está a ser difícil, mas concordámos em deixar o resto dessa tarefa, bem como a pintura do espaço, para as férias da Páscoa. A Directora Maria José falou-nos do contrato que tem com a prisão e, assim, os reclusos realizarão as arrumações e pintarão o local durante a interrupção lectiva. 
Ainda este mês elaborámos uma carta de requisição de uma maca para este mesmo gabinete e estamos ansiosamente aguardando uma resposta positiva.
Deixamos as fotos de um momento de arrumações aqui no blog, no slideshow no fim da página ou em: http://www.flickr.com/photos/socorrernaescola/sets/72157626196231975/show/.

04/02/2011 - Reunião com a enfermeira Elisa Santos e a professora Glória Silva

No passado dia 4 de Fevereiro, às 11:00h dirigimo-nos à sala dos Directores de Turma da nossa escola.
Começámos por apresentar o tema do projecto, ou seja, os objectivos que se pretendem atingir, bem como a planificação das actividades a realizar. Seguidamente, falámos dos problemas que podem derivar da coexistência de duas actividades diferentes numa sala tão pequena. Chegámos à conclusão que deveria haver espaços em separado, mas como a escola não dispõe das condições necessárias, demos ideias e opiniões de forma a minimizar os conflitos que podem vir a existir com a partilha da sala. Depois, a enfermeira Elisa voluntariou-se para fornecer uma lista de materiais essenciais a uma caixa de primeiros socorros portátil que haverá no gabinete e informou-nos de outros recursos que poderíamos utilizar.
Por fim, discutimos as várias formas de gerir o espaço, para que todos os materiais dos dois projectos, bem como da funcionária do SASE ficassem bem organizados. Além disso, falou-se da necessidade de haver alguém responsável pela manutenção do espaço e dos materiais existentes.

21/01/2011 - Segunda Reunião com a Directora da Escola Secundária de Bocage, Maria José Miguel

No passado dia 21 de Janeiro, às 15:30h dirigimo-nos ao gabinete da direcção da escola, reunir-nos com a Senhora Directora Maria José Miguel.
Começámos por falar sobre as ideias e regras estabelecidas por esta e pela Senhora Enfermeira Elisa Bailão numa reunião anterior. Nesse encontro foi estabelecido que o espaço do S.A.S.E. estaria destinado tanto para o gabinete de apoio à vítima como para o gabinete de apoio à sexualidade. Desta forma, o grupo teria de gerir a organização do espaço de maneira a que ambas as actividades pudessem decorrer. Deste modo, demos a conhecer a proposta de planta que fora desenhada a pensar unicamente no nosso projecto e, por isso, necessitava de algumas alterações, de forma a cumprir algumas regras propostas pela Senhora Enfermeira relativamente à organização do espaço. Assim, solucionámos estes problemas e constatámos que existiam elementos essenciais ao espaço, tais como uma mesa redonda, pelo menos dois armários, uma maca, um biombo, um lavatório, etc., sendo decidido que a disposição destes itens e a possível colocação de outros seria estabelecida depois de o gabinete estar vazio e os elementos fundamentais organizados.
Estabeleceu-se, por fim, uma data para uma reunião com a Senhora Enfermeira Elisa Bailão, a ocorrer dia 4 de Fevereiro, a fim de discutir as ideias do grupo para o espaço do actual gabinete do S.A.S.E. e a melhor forma de conjugar as duas actividades diferentes que aí se irão desenrolar.

14/01/2011 - Reunião com a Directora da Escola Secundária de Bocage, Maria José Miguel

No passado dia 14 de Janeiro, às 15:30h dirigimo-nos ao gabinete da direcção da escola, reunir-nos com a Senhora Directora Maria José Miguel.
Iniciámos o encontro com a apresentação do trabalho em causa e das actividades propostas a fim de dar a conhecer as nossas intenções à Senhora Directora. Seguidamente, após a apresentação do projecto, questionou-se a mesma em relação à requisição de um espaço para fundar um gabinete dedicado ao préstimo de socorro imediato. Em relação a este ponto, após análise e reflexão do grupo, decidiu-se que, embora a nossa requisição não tivesse continuidade (devido às descuidadas condições do espaço proposto), tal projecto se poderia desenrolar no gabinete do S.A.S.E., uma vez que esse espaço iria sofrer uma remodelação.
Estabeleceu-se, por fim, uma data para uma nova reunião, a ocorrer dia 21 de Janeiro, a fim de discutir com mais pormenores o próximos passo a dar no desenrolar do projecto.

Fundamentação dos Inquéritos

O objectivo da aplicação dos questionários à comunidade escolar partiu da necessidade de apurar a qualificação/aptidão dos inquiridos face a uma situação de emergência médica.
Na escola, tal como em qualquer outro espaço público, há um risco de ocorrência de acidentes, no entanto, neste espaço, esse risco é acrescido pelo facto de haver actividades que envolvem práticas físicas e de haver alunos de uma faixa etária baixa. Assim, é necessário que, entre as pessoas que partilham este espaço, haja quem tenha conhecimentos de suporte básico de vida para poder ajudar rapidamente uma possível vítima.
Este questionário foi aplicado a uma população previamente seleccionada, dando especial relevância aos grupos da comunidade escolar que têm maior probabilidade de se deparar com este tipo de situações (funcionários e professores de educação física). Foram também aplicados a professores de outras áreas e a alunos do secundário, para uma maior amostra de dados, de modo a abranger membros de todas as idades e áreas de conhecimento.
Para a realização das questões presentes nos inquéritos, baseámo-nos em pesquisas efectuadas nos sites oficiais nomeadamente o do INEM.
 Em seguida, apresentamos os factos que comprovam as respostas correctas dos questionários:
O Suporte Básico de Vida é o conjunto de medidas e procedimentos técnicos que objectivam o suporte de vida à vítima, até à chegada do INEM (transporte até ao hospital) tendo como objectivo principal, não agravar lesões já existentes ou não gerar novas lesões. O paciente é acompanhado pelo socorrista, que é um profissional dedicado ao Suporte Básico de Vida com actuação na emergência clínica. Por esta razão, a sua função passa por manter a vítima viva até à chegada do socorro.
Enquanto a ajuda médica não chega, devemos ajudar o melhor possível. Segundo os organismos médicos internacionais, em caso de acidente ou doença súbita, deve ligar-se para o 112. A chamada é gratuita e está acessível em qualquer ponto do país, a qualquer hora do dia.
O 112 é o Número Europeu de Emergência, sendo comum, para além da saúde, o apoio a outras situações tais como incêndios, assaltos, etc. Ao ligar para este número, em qualquer caso de emergência, de Norte a Sul do País através dos telefones das redes fixa e móvel, é atendido de imediato pelos centros de emergência que accionam os sistemas médico, policial e de incêndio, consoante a situação ocorrida.
Segundo as entidades médicas de socorrismo, é muito importante manter a calma numa situação de emergência, para que as ideias sejam claras e se saiba agir o mais rápida e eficazmente possível perante a vítima. Em simultâneo, deve garantir a sua própria segurança. Avaliar o espaço à volta é muito importante porque a causa do acidente poderá também afectar o socorrista e este poderá ser a única pessoa disponível para socorrer. Caso não tenha qualquer tipo de experiência em situações de emergência, a primeira coisa a fazer deverá ser procurar/chamar ou até gritar por ajuda e nunca abandonar a vítima. No entanto, caso decida ligar para o 112, para que possa facultar toda a informação que lhe for solicitada e permitir um rápido e eficaz socorro à vítima, deve aproximar-se da mesma e verificar se respira, pois esta é uma informação essencial para a equipa de socorro.

Resultados dos Inquéritos

Todos os dias em várias escolas alguém, eventualmente, poderá precisar de cuidados médicos.
Como tal, o nosso grupo realizou um inquérito à comunidade escolar de maneira a recolher informações acerca das condições que a nossa escola possui em situação de emergência. O número total de inquiridos foi 79, dos quais: 20 funcionários, 19 professores de áreas diversas, 8 professores de educação física, 26 alunos dos 11.º e 12.º anos e os 6 professores da turma 12.ºA. As respostas aos questionários foram dadas com base na experiência dos inquiridos, tanto dentro da escola, como no meio extra-escolar.

















De acordo com os gráficos, entende-se que a maior parte da comunidade escolar se deparou com alguém que precisasse de assistência médica. As situações mais frequentes com que os inquiridos se depararam são: vítima inconsciente, embriaguez e osso fracturado. Para além destas, os membros da comunidade escolar enfrentaram outros tipos de problemas, tais como: diabetes, inicio de trombose, epilepsia, acidentes de viação, sintomas de enfarte do miocárdio, mal-estar, pânico de afogamento, entorses e desmaios. Dos inquiridos que nunca se depararam com situações em que fosse preciso agir em caso de emergência, a grande maioria gostaria de frequentar uma formação sobre socorrismo e/ou Suporte Básico de Vida.
Dentro dos conhecimentos acerca da finalidade dos primeiros socorros e função do socorrista, a nossa comunidade escolar está informada, como se pode verificar nos gráficos dos inquéritos realizados.
Segundo as recomendações de organismos internacionais, ao ajudar uma vítima inconsciente deve-se pedir ajuda e chamar o 112 e, de acordo com os gráficos, grande parte dos inquiridos sabe como proceder.
Segundo os inquéritos e, posteriormente, através da análise do tratamento de dados conclui-se que tanto os professores, como os funcionários e alunos entendem o significado da sigla INEM e sabe o número nacional de emergência, no entanto nem todos sabem para onde se encaminha essa chamada, nem o que significa a sigla SBV.
Perante uma possível situação de emergência onde estão pessoas envolvidas deve-se manter a calma e segurança bem como avaliar a situação e, os nossos inquiridos conhecem este procedimento.
Perante uma pessoa caída no chão deve-se avaliar o espaço à volta e ver se se pode abordar a pessoa. Contudo, a nossa comunidade escolar, segundo os inquéritos, não agiria desta forma. No caso de essa pessoa não responder, dever-se -ia gritar por ajuda e verificar se respira. Ainda assim a grande maioria dos inquiridos não sabe como proceder.
Assim sendo, perante esta análise, achamos que é pertinente e justificável a realização de uma palestra teórica e prática, na presença de um enfermeiro credenciado do INEM. Deste modo, contribuiremos, a nosso ver, para melhor as capacidades/qualificações dos membros da nossa comunidade escolar a este nível, além de que este conhecimento é essencial para a vida em sociedade.